domingo, 7 de outubro de 2012

BOLO RÁPIDO DE IOGURTE COM SALADINHA DE FRUTAS

Hummm! como é gostoso comer um bolo bem feito, leve, macio, crescido, acabado de sair do forno... Quem é que não gosta?
Finalmente fiz o tão idealizado bolo de iogurte do livro da Heloísa Bacellar - que, aliás, é minha amiga no facebook :O

No livro, a receita é Bolo de Iogurte com Saladinha de Frutas. Não fiz a saladinha pq nao achei mamão maduro nem goiaba hj. Fiz 2 bolos: um pra comer em casa e outro pra levar no trabalho e dividir com os amigos. Já comi o de casa, acompanhado de leite gelado com Nescau. Uma delícia! Mas amanhã cedo vou passar na frutaria e ver se acho as frutas para fazer a saladinha no trabalho, conforme prometido. Depois conto como ficou a combinação. Segue a receita:

para o bolo
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
125g de manteiga em temperatura ambiente
1 1/2 xícara de açúcar
3 ovos
1 xícara de iogurte natural
raspas e suco de 1 limão
manteira para untar
farinha de trigo para polvilhar

-Aqueça o forno a 180 graus (médio), unte com manteiga e polvilhe com farinha uma assadeira média.
-Numa tigela, misture a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio e reserve.
-Com a batedeira bata a manteiga e o açúcar até obter um creme fofo, junte o primeiro ovo, bata até incorporar, acrescente o segundo, bata mais um pouco, adicione o último ovo, o iogurte, o suco e as raspas de limão e bate só até obter uma massa lisa.
-Em seguida, com uma espátula, acrescente delicadamente os ingredientes secos.
-Despeje a massa na assadeira e asse por uns 45 minutos, até q o bolo esteja dourado, crescido e, enfiando um palito no centro, ele saia limpo.
-Deixe o bolo esfriar e desenforme

para a saladinha de frutas
4 laranjas
2 colheres (sopa) de mel
2 bananas maduras
1 mamão papaia pequeno e maduro
2 goiabas vermelhas
1/4 xícara de folhas de hortelã

-Coloque o suco de uma das laranjas numa tigela, adoce com o mel e junte a banana, o mamão e a goiaba já em cubinhos.
-Descasque as outras laranjas, descarte a pele branca, separe em gomos, retire as sementes, coloque na tigela, junte as folhas de hortelã e sirva com o bolo.

Pronto! Fácil não é?! A saladinha eu ainda não posso dizer, mas o bolo ficou uma delícia, doce mas com um toque azedinho do limão... Acho q vai combinar perfeitamente com a saladinha.




domingo, 30 de setembro de 2012

SALMÃO EM MARINADA ORIENTAL

foto do "Cozinhando para Amigos"

Meu primeiro salmão é o melhor salmão! Que delícia de peixe!

Não sou do tipo boa de peixe, apesar de apreciar muito. Até que um dia desses, pensando em um acompanhamento para o maravilhoso risoto com cenoura e laranja que iria preparar para o almoço de boas vindas aos meus sogros, lembrei do salmão que está no livro da Heloisa Bacellar e cuja foto (ao lado) sempre me chamou a atenção. Li atentamente a receita e vi que era perfeitamente possível. Mais que isso: a combinação dos temperos me dava água na boca. O maior desafio seria encontrar um salmão fresco. Fui até à casa de peixes temendo encontrar apenas congelado mas, para minha felicidade (e para a felicidade de todos que se deliciaram com o prato pronto), lá estava uma caixa enorme com vários salmões frescos, inteiros, acabados de chegar... Óh! Eu nem sabia que o salmão era um peixe tão bonito e grande! Pedi, como manda o livro, 1kg de filé de salmão bem limpo, com pele e sem espinhas: trinta e cinco reais! Achei o preço muito bom e encomendei pro dia seguinte.
Fui comprar os demais ingredientes e só não encontrei um deles, o vinagre de arroz. Substituí por vinagre de maçã. Enfim, este salmão é temperado com ingredientes orientais, picantes, adocicados. Vc faz um molho no qual o peixe ficará mergulhado da noite para o dia, pegando todo o sabor e aroma. Depois, é só secar o peixe com papel toalha, dar uma dourada rápida no fogo e, por último, levar ao forno por uns 15 minutos apenas. No fim, o molho da marinada deveria ser engrossado para ser servido junto com o peixe. Mas eu não gosto desse tipo de molho e acho muito salgado e por isso descartei. Agora vou compartilhar com todos esta receita divina e muito fácil de fazer:

2 dentes de alho espremidos
1/2 colher (sopa) de gengibre fresco ralado
1 1/2 xícara de shoyo
1/4 xícara de saquê mirim (licoroso)
1/4 xícara de vinagre de arroz
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo ou mel
1 kg de filé de salmão bem limpo, com pele e sem espinhas
azeite de oliva

-Num refratário médio, misture o alho, o gengibre, o shoyo, o saquê, o vinagre de arroz e o açúcar mascavou ou mel.
-Junte o salmão, vire para que fique bem besuntado com a marinada e leve à geladeira por pelo menos 3 horas, ou por até 1 noite, virando na metade do tempo.
-Aqueça o forno a 220 graus (alto), regue o fundo de uma assadeira com azeite, retire o peixe da marinada, seque-o com papel absorvente, coloque na assadeira com a pele para baixo e leve diretamente ao fogo para dourar primeiro de um lado e depois do outro (vire quando as bordas estiverem tostadinhas).
-Leve o salmão ao forno por uns 15 minutos, apenas o suficiente para terminar de dourar por fora e deixar o filé macio e rosado no centro.
-Transfira o filé para uma travessa de servir com a pele para baixo e sirva.

Prontíssimo! É muito fácil não é? A parte mais difícil é na hora de virar o salmão sem quebrá-lo. Para isso, use uma espátula grande e larga e prefira fazer em uma assadeira antiaderente, pois, por ser de alumínio, o meu grudou um pouco no fundo.
Teste a receita e depois conte aqui no blog o que achou. Vc pode servir com um risoto bem delicado, como o de cenoura com laranja do post anterior (http://fercerb.blogspot.com.br/2012/08/cremoso-quente-e-saboroso-e-risoto.html) e aproveite para beber um lambrusco geladinho!

Divirta-se!

domingo, 19 de agosto de 2012

Cremoso, quente e saboroso é risoto!

Risoto é lindo, é leve, é fácil, é simples, é delicioso! Risoto faz bem pra quem come e pra quem faz. Neste final de semana experimentei um novo sabor de risoto, bem diferente dos outros e não menos gostoso: RISOTO DE CENOURA COM LARANJA do meu livro master Cozinhando para Amigos, da Heloisa Bacellar.

Tudo começou com a visita marcada dos meus sogros q viajariam mais de quinhentos quilômetros para nos ver e matar a saudade. Como recompensa por tal esforço, me programei para fazer um almoço caprichado, para quando eles chegassem, cansados e famintos. Mas não foi somente para alimentá-los com alegria que fiz o almoço, foi também porque estava morrendo de saudade de cozinhar e comer algo muito bom - coisa rara depois q comecei trabalhar fora em período integral e me mudei pra Birigui. Aliás, quero registrar aqui q essas raras refeições muito boas são na casa dos meus amigos Mazeh, q fez uma feijoada fantástica, e Clóvis e Gê, que fazem comidas especialíssimas como o baião de dois, o caldo de feijão, o creme de abóbora, e outras pequenas joias árabes, etc.

Bem, pensei no risoto de camarão para meu sogro, mas minha sogra é vegetariana. Lembrei-me, então, dessa receita do livro q inúmeras vezes parei os olhos e lambi os beiços, o tal risoto de cenoura com laranja. Decidi fazê-lo e procurei um peixe q não fosse tão difícil. Achei o salmão em marinada oriental. Foi meu primeiro salmão na vida, mas falarei dele num próximo post.

Como entrada, encomendei antecipadamente na frutaria 1 kg de abóbora descascada, um ramo de tomilho e um alho-poró grande para a torta di parma - aquela q já publiquei aqui no blog algumas vezes (http://fercerb.blogspot.com.br/2011/05/torta-de-abobora-saiu.html).

Assim, passei a manhã inteira na cozinha preparando tudo o mais depressa possível. Antes de contar o resultado, se prestou ou não, vou passar a receita do risoto:

Risoto de Cenoura com Laranja
8 cenouras grandes descascadas
1 litro de caldo de legumes fervente (aproximadamente)
80g de manteiga
1 colher (chá) de açúcar
1 cebola média picadinha
2 xícaras de arroz italiano para risoto
1 xícara de vinho branco seco
suco e raspas de 1 laranja
1 xícara de queijo parmesão ralado fresco
sal

-Corte em tamanho médio 4 das cenouras, bata no liquidificador com 1 xícara do caldo, passe por uma peneira, complete com caldo até obter 1,5 litros de líquido, transfira para a panela e mantenha aquecido.
-Corte as cenouras restantes em rodelas de 1cm, coloque numa frigideira grande com 20g de manteiga, o açúcar, uma boa pitada de sal e água apenas o bastante para cobrir e deixe no fogo até q estejam macias e brilhantes e reserve.
-Aqueça 20g de manteiga numa penela média, doure ligeiramente a cebola, junte o arroz e misture até envolver os grãos com a manteiga.
-Acrescente o vinho, aguarde secar e adicione 1 colher de chá de sal e 1 concha do caldo de cenoura e deixe evaporar.
-Junte mais 1 concha do caldo e prossiga mexendo a cada minuto, esperando secar e juntando mais caldo até que os grãos estejam cozidos, mas ainda 'al dente', ou firmes no centro.
-Adicione então o suco e as raspas da laranja, o restante da manteiga, o parmesão e a cenoura caramelizada, aguarde 1 minuto e sirva.

Lembre-se sempre do segredo do Jamie Oliver para o risoto perfeito: não pare de mexer nunca, não deixe juntar muito caldo nunca e não deixe secar totalmente nunca!!!

Pronto! O risoto está no ponto: cremoso, com grãos firmes, saboroso e quente! E que tal, para acompanhar, 1 kg de salmão assado depois de algumas horas marinando com shoyo, saquê mirim licoroso, gengibre, alho e mel? Vou contar logo o resultado: Um almoço tão bom, mas tão bom, q de tanto comer nem jantamos!



domingo, 10 de junho de 2012

Torta Chocólatra

Torta Chocólatra
Estive longe da experiência gastronômica devido a mudanças significativas em minha vida: em primeiro lugar, não sou mais uma "dona de casa despreocupada" como me apresentei no perfil, e tb nao estou morando em Campinas. Entrei para o time das que trabalham em período integral e me mudei pra Birigui com minha família. Foi preciso um feriado prolongado para que eu voltasse pra cozinha e arriscasse um prato inédito. Deu super certo e fiquei muito feliz! Vou dividir essa maravilha com todos.

A torta de chocolate simples, do livro O Chef sem Mistérios, do fofíssimo Jamie Oliver, é realmente muito fácil, deliciosa, a massa derrete na boca e o chocolate corta como manteiga. E, como diz o chef, ideal para aqueles ataques chocólatras. Daí, resolvi nomear como Torta Chocólatra essa gulodisse de chocolate.

A torta é feita em duas etapas facílimas: a massa e o recheio. A massa é mais demorada, mas só porque precisa de dois períodos de descanso na geladeira e no freezer, de 1 hora cada. Os ingredientes, por sua vez, são fáceis de achar e pra fazer não tem segredo. Veja só:

Massa podre: 
(o livro diz q dá pra fazer 2 fôrmas de 30cm, mas não dá não. Dá, no máximo, pra uma de 30cm e uma de 20cm se vc fizer bem fina. Mas eu sugiro a massa grossinha com esse recheio)
250g de manteiga em temperatura ambiente
200g de açúcar de confeiteiro
1 pitada média de sal
500g de farinha de trigo
4 gemas de ovos
4 colheres (sopa) de leite frio

-Transforme a manteiga, o açúcar e o sal em um creme.
-Depois misture a farinha e as gemas, batendo mais um pouco. Quando estiver tudo misturado, parecendo migalhas grossas de pão, adicione o leite.
-Dê umas batidinhas de leve com as mãos e junte delicadamente os pedaços até formar uma bola de massa.
-Polvilhe ligeiramente com farinha, pressione, bata de leve e aperte dando um formato. A ideia é dar forma de massa aos ingredientes, utilizando a menor quantidade de movimento, assim ela ficará com uma consistência quebradiça e flocada (qto mais vc amassá-la, mais elástica ela ficará, fazendo com que encolha no forno e fique grudenta, e a gente não quer isso!).
- Enrole a massa como se fosse uma salsicha curta e grossa, embrulhe em filme plástico e coloque na geladeira para descansar por 1 hora.
-Retire da geladeira, desembrulhe e corte a massa em fatias finas, com cerca de 5mm de espessura, ou um pouquinho mais.
-Acomode as fatias no fundo e nas laterais da sua fôrma de torta de 30cm de diâmetro, ajustando-as como se fosse um quebra-cabeça.
-Depois simplesmente una os pedaços e nivele tudo. Para ajeitar as laterais, pressione com o polegar e retire o excesso de massa das bordas ou deixe que fique sobrando um pouco - o que dá um aspecto rústico.
-Depois de cobrir a fôrma de torta, é necessário deixá-la descansar novamente por pelo menos 1 hora, mas dessa vez no freezer.
-Para assar, pré-aqueça o forno a 190 graus. Retire a fôrma do freezer e coloque direto no forno, deixando assar por uns 15 ou 20 minutos, até que esteja toda assada e dourada.
-Depois de esfriar completamente, ela poderá ser preenchida com o recheio cremoso.
(Você pode usar essa massa para outros recheios, pode fazer mais de uma receita e congelar o restante montada, sem assar.)

Recheio de Chocolate

400g de chocolate meio amargo de qualidade picado
115g de manteiga picada
1 pitada minúscula de sal
1 lata de creme de leite integral
cacau em pó para polvilhar (opcional)

-Em uma tigela média, derreta o chocolate no microondas e em seguida adicione a manteiga para derreter também.
-Quando estiver completamente dissolvido e misturado, acrescente a pitada de sal e o creme de leite, mexendo bem até ficar uma mistura homogênea.
-Deixe esfriar completamente e só depois despeje sobre a torta assada e fria. Coloque na geladeira para endurecer o creme, mas sirva à temperatura ambiente.

Está pronta a torta de chocolate mais gostosa de todas!


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Torta de Camarão com Catupiry


Já fiz muitas receitas deliciosas do livro da chef Heloisa Bacellar, o primeiro Cozinhando para Amigos ('primeiro' pq agora já tem o segundo e é meu sonho, mas, infelizmente, não posso comprar no momento) . Acredito que tenho aprendido bastante sobre comida e cozinha nessa minha experiência, debruçada sobre esse livro maravilhoso que tem sido meu guia. Estou aprendendo a usar ingredientes novos para mim, a combinar texturas, cores, perfumes e sabores. Estou aprendendo o tempo que leva pra fazer um almoço especial, desde o momento que saio de casa para comprar os ingredientes, até o momento em que aquele prato vai à mesa. Mas, acima de tudo, tenho aprendido a ser uma ótima anfitriã e merecer o epíteto que meu cunhado Pedro me dá.

Dentre essas receitas perfeitas que já fiz, uma das últimas é a torta de camarão com catupiry. Ficou realmente uma delícia, meu marido comeu de joelhos! Pena que ainda não tenho prática em abrir e montar massa de torta e acabei apanhando pra caramba: ela quebrava, rachava, mas eu emendava e no fim deu tudo certo, só não ficou muito bonita e decorada para uma foto de cima. Mas aos poucos eu vou aprendendo.

Preciso compartilhar essa receita absolutamente divina aqui no blog. Espero que alguém tenha a coragem de fazer, pq vale mto a pena. E se fizer, deixe um comentário aqui contando tudo.

Eu comprei camarões congelados, já limpos e sem casca. Para descongelar, segui as dicas que já vi em programas de gastronomia inúmeras vezes: ferver bastante água numa panela, desligar e jogar o camarão congelado dentro. Deixar por 3 minutos apenas e escorrer. Pronto: o camarão tá descongelado. Muito fácil.

A partir daí é só seguir a receita:

Ingredientes para a massa:

2 e 2/3 de farinha de trigo
1 colher (chá) de sal cheia
200 g de manteiga gelada cortada em cubinhos
1/3 de xícara de água gelada
farinha de trigo para polvilhar
1 gema para pincelar

Ingredientes para o recheio:

40 g de manteiga
1 cebola grande picadinha
1 dente de alho picadinho
800 g de camarão médio, bem limpo, sem casca
1 folha de louro
1/2 xícara de polpa de tomate peneirada
250 g (1 bisnaga) de catupiry
1 colher (sopa) de maisena
1/4 de xícara de água (para diluir a maisena)
1/2 xícara de folhas de salsinha bem picadinhas
azeite de oliva, sal e pimenta-do-reino

Preparo da massa:

- Coloque a farinha, o sal e a manteiga numa tigela média, esfarele com a ponta dos dedos até obter uma farofa e vá acrescentando água gelada aos pouquinhos e na medida do necessário, trabalhando até formar uma massa macia que descole das mãos.
- Divida a massa em 2 partes (uma maior que será a base da torta e a outra menor que será a 'tampa'). Envolva em filme plástico e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos (ou por até 2 dias).

Preparo do recheio:

- Aqueça a manteiga e um fio de azeite numa panela grande, junte a cebola e deixe começar a dourar e acrescente o alho.
- Qdo começar a perfumar, adicione o camarão, misture, espere mudar de cor e junte o louro, o sal, a pimenta e a polpa de tomate.
- Deixe ferver por uns 5 minutos, junte o catupiry, misture até derreter, acrescente a maisena já diluída na água e mexa até ferver e começar a engrossar.
- Experimente e, se necessário, ajuste o sal e a pimenta e acerte a acidez com um pouquinho de açúcar. Acrescente a salsinha e deixe esfriar [para esfriar mais rápido, transfira para uma tigela].

Para montar a torta:

- Separe um refratário médio ou uma forma de fundo removível.
- Polvilhe uma superfície limpa e seca com farinha e, com um rolo, abra a parte maior da torta até conseguir um tamanho q seja suficiente para cobrir os fundos e as laterais da forma.
- Forre a forma com essa massa e espalhe o recheio na cavidade.
- Abre a outra parte da massa até o tamanho da forma, e cubra a torta, pressionando as bordas até fechar e sem se preocupar com trincas e remendos. Se sobrar massa, decore a superfície com tirinhas ou como preferir. Pincele com a gema e leve à geladeira por uns 15 minutos, enquanto o forno é aquecido a 180 graus (médio).
- Asse por uns 45 minutos, até que a superfície e as bordas estejam bem douradas.
- Retire do forno, aguarde uns 10 minutos e sirva [com molhinho de pimenta].

Pronto! Taí uma torta difícil de parar de comer. Mas faça com que sobre uma fatia bem farta pra vc comer fria no dia seguinte com uma xícara de café: é uma delícia e vc, que caprichou tanto, merece!



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lasanha Siciliana de Verão!


Fazia muito tempo que estava com vontade de fazer essa lasanha do Cozinhando para Amigos. Ela é bem diferente, pois, como diz a autora do livro, "é ideal para quem quer comer uma boa lasanha no verão, mas sem molhos pesados e borbulhantes". Assim, quase não vai queijo e o molho não passa de tomate fresco e floretes de brócolis refogadinhos com alho, filezinhos de anchova, uva passa e sementinhas de erva-doce. É uma opção muito fresca, perfumada e deliciosa para esses dias hiper quentes. Além do molho e da massa, nesta belíssima lasanha vai também uma farofinha feita com miolo de pão italiano esfarelado dourado no azeite, com salsinha, parmesão e pinoli (que eu troquei por amêndoa que é bem mais barato, ou trocaria por nozes).

Fiz no sábado passado e ficou deliciosíssima! Minha irmã, meu cunhado, meus sogros, meu marido e minha filha adoraram. Meu marido disse que talvez não devesse chamar 'lasanha', já que fica tão diferente das tradicionais. Minha irmã disse que tem q chamar lasanha sim, já que é feito em camadas com a massa de lasanha. Eu disse que 'lasanha de verão' era mesmo o melhor nome. Houve esse debate na mesa, enquanto comíamos. Não me lembro se chegamos a uma conclusão ou se o assunto se dispersou com o vinho.

Acho que é uma excelente opção aos vegetarianos, uma vez que basta retirar a anchova da receita sem alterar muito - acredito - o sabor.

O único problema foi na hora da foto. A minha lasanha, apesar de deliciosa, não ficou tão bonita. Na foto do livro, como vcs podem ver, a última camada parece ser de um queijo derretendo, não? só que não vai isso na receita. Por cima só a farofinha mesmo. Talvez devesse ter colocado queijo por cima, mas aí perderia a essência, que é ser leve e fresca. Desse modo, quando vcs forem fazer a lasanha (e façam mesmo!), escolham se querem seguir a receita original ou finalizar com queijo por cima pra ficar tão linda qto boa.

Agora, sem mais demora, vou passar a receita.

Ingredientes:
500 g de massa para lasanha
4 xícaras de floretes de brócolis frescos ou congelados
2 colheres (sopa) de pinoli (q eu troquei por amêndoa, mas acho q pode colocar qualquer outro grão, como nozes ou castanha, ou até mesmo amendoim sem pele)
2 xícaras de miolo de pão italiano grosseiramente esfarelado
1 xícara de salinha picadinha
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
2 dentes de alho bem picadinhos
8 filés de anchova em conserva bem picadinhos
10 tomates bem vermelhos, sem sementes, picadinhos
2 colheres (sopa) de uva passa escura (eu piquei ao meio as uvas passas maiores pq acho mais elegante)
1/2 colher (chá) de pimenta vermelha seca (eu uso a pimenta calabresa)
azeite de oliva
sementes de erva-doce
sal

Preparo:
- Cozinhe a massa para lasanha em 4 litros de água fervente e salgada, escorra e estenda sobre um pano limpo.
- Aqueça mais uns 2 litros de água, espere ferver, junte 1 colher (sopa) de sal e os brócolis e mantenha em fogo alto por uns 5 minutos, até os talos grossos estejam cozidos , mas ainda resistentes à mordida e bem verdes. Depois escorra, mergulhe numa tigela com água gelada para esfriar e escorra de novo.
- Enquanto isso, doure ligeiramente os pinoli numa frigideira grande e seca e reserve (como usei amêndoa tostada, passei direto para a próxima etapa).
- Aqueça um fio de azeite na mesma frigideira, junte o pão e mantenha em fogo alto até ficar bem dourado e crocante, então adicione a salsinha, o parmesão e os pinoli e passe para uma tigela.
- Na mesma frigideira, aqueça mais um pouco de azeite, junto o alho, espere perfumar, adicione as anchovas e misture até obter uma pasta.
- Acrescente os brócolis e 1 pitada de sal (lembre-se q as anchovas já são bem salgadas), deixe no fogo até q os talos estejam bem macios, depois junte o tomate, a uva passa, a pimenta e um pouquinho de erva-doce e acerte o sal.
- Monte a lasanha enquanto o forno aquece a 200 graus (médio-alto). Espalhe um pouco de azeite no fundo de um refratário médio e siga alternando camadas de massa, do refogadinho de brócolis e da farofa de pão, terminando com pão (coloque pequena quantidade em cada camada, pois o molho e a farofa acabam muito rápido).
- Leve ao forno por uns 25 minutos para aquecer e dourar (se quiser, monte na véspera e guarde na geladeira sem assar).

Uma coisa: Não arrisque usar aquela massa de lasanha q pode ir direto ao forno, pois pra dar certo seria necessário que estivesse nadando no molho, o q não é o caso desta receita, correndo o risco de ficar seca.

Outra coisa: esta receita dá para umas 4 pessoas se não tiver outros acompanhamentos, ou até 7 pessoas se tiver outras coisas boas pra comer. Nesse almoço de sábado eu fiz o pão de abobrinha com o patê de cebola e também um spaghettini ao sugo. Por isso comemos 7 pessoas.

Pronto! Aí está uma receita muito charmosa, direto da Sicília, para esses finais de semana quentes demais! E, para sobremesa, sugiro o mesmo que a chef Heloisa sugere no livro: o creme de mascarpone com framboesa e calda de chocolate (olha lá na foto, à direita). A receita dessa sobresa, hummmm, fantástica, publicarei no próximo post.

Buono Appetito!!!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Patê de Cebola,o melhor!


Lembra do post sobre o pão de abobrinha de outubro/2011? (http://fercerb.blogspot.com/2011/10/pao-de-abobrinha-rapido-bonito-gostoso.html). Na época eu não sabia mas agora tornou-se uma verdade incontestável: o patê de cebola que apresentarei aqui é o melhor acompanhamento para esse pãozinho delicioso. Não tem dupla melhor do que o pão de abobrinha com o patê de cebola, ambos do livro Cozinhando para Amigos, da chef Heloisa Bacellar - minha mestre à distância.

É uma receita muito simples mas perfeita. Cebola, creme de leite e temperinhos. Apenas isso! Ontem fiz pela segunda vez para acompanhar o pão e todos que vieram para almoçar adoraram. Você escolhe a consistência ao bater no liquidificador: eu gosto meio grossinho, por isso não bato muito, pra não ficar uma coisa super lisa, só o suficiente para triturar a cebola, sem deixar virar vitamina. Ou pode simplesmente não bater, se preferir os pedacinhos de cebola. A receita que passarei rende uma quantidade grande (1 liquidificador cheio), aí é só guardar em um pode com tampa na geladeira para comer a semana inteira, com pão, torrada, ou com o que vc quiser. Acredite: será muito mas não será demais! Anota a receita aí, minha gente:

Ingredientes:
40 g de manteiga
6 xícaras de cebola em cubinhos miúdos (mais ou menos 7 cebolas médias e grandes)
4 ramos de tomilho (indispensável: combina perfeitamente com a doçura da cebola)
1 folha de louro
1 1/2 (sopa) de açúcar
3 colheres (sopa) de suco de limão
2 xícaras de creme de leite (duas caixinhas)
1/3 de xícara de salsinha picadinha
sal e pimenta-do-reino

Preparo:
- Aqueça a manteiga numa panela grande, junte a cebola, 1 pitada de sal, o tomilho, o louro e o açúcar e deixe em fogo baixo por uns 20 minutos, até amaciar e dourar.
- Descarte o louro e o tomilho, passe para uma tigela para esfriar mais rápido, e qdo estiver frio, junte o suco de limão, o creme de leite, a salsinha, acerte o sal e a pimenta e, se quiser, bata rapidamente no liquidificador, apenas para triturar.
- Cubra e guarde na geladeira até a hora de servir.

Fica muito delicado, um pouco adocicado, mas bem temperado. Fica pefeito!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Minha primeira quiche: Quiche Ratatouille!


Se bobear, desde q ganhei o livro Cozinhando para Amigos da Heloisa Bacellar, as duas quiches, uma de bacalhau e a outra ratatouille, são as receitas q mais me davam vontade de fazer, especialmente a de bacalhau. Não tinha feito até hj pq bacalhau é uma fortuna e a outra... bem... a outra é de legumes e meu marido não é fã de legumes. Então, até a última quarta-feira, nada de quiche.

Mas na quarta de noite nossa prima Juliana, seu noivo Rafael e a tia Edmea viriam tomar cerveja com a gente e na hora pensei na quiche ratatouille. Sei q a Ju é fã dessas coisas com legumes, assim como eu, e não tive dúvida de q agradaria. Minha única dúvida era se eu conseguiria fazer e se ficaria gostosa. É sempre mto arriscado experimentar uma receita nova com convidados, eu fico ansiosa, nervosa, apreensiva, na defensiva, até o último minuto, ou melhor, até a primeira mordida. Mas a vida é um risco mesmo e se desse errado tem sempre o disk pizza, não é?

Mas que errado que nada! Ficou... hum... gostosíssima! Todos gostaram, até o marido, vejam só! Ficou bonita por fora e por dentro, a massa crocante foi a favorita da minha filha, o recheio ficou macio, tudo mundo perfumado e gostoso. Que delícia! Aprendi q recheio de legumes não é tudo igual não, e essa quiche, recheada com beringela, abobrinha, tomate, pimentões amarelo e vermelho e um amarrado de ervas (1 folha de louro, ramos de salsinha, manjericão, tomilho e salsão), preparados com dedicação e carinho, tudo regado com creme de leite fresco batidinho com ovos, é muito especial, é mais q uma simples quiche de legumes. Adicionei, por conta própria, um pouco de queijo parmesão ralado fresco aos legumes por saber q o gostinho de queijo salgado agradaria mais ao meu marido. Comemos quentinha, com azeite e pimenta defumada Tabasco.

Todos gostaram e disseram que estava aprovado para ir ao blog. Pois bem, cá está!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A melhor panqueca de carne de todas!


Difícil achar alguém q não goste de panqueca, mesmo q cada um tenha seu recheio preferido. A minha panqueca preferida é a de carne - a que eu faço! Isso pq fui experimentando algumas variações, alguns truquezinhos e cheguei a uma versão deliciosa. A receita básica é da mãe da minha amiga Dani Gagliardo, feita no liquidificador, e sempre dá certo. Mas eu copiei o truque da minha sogra q é adicionar espinafre à massa pra ela ficar bonita e "nutritiva", como ela diz. Fiz essa versão e dei o nome de 'panqueca do popye' [foto]. Outro dia coloquei pra bater junto com a massa, em vez do espinafre, um cubo grandinho de abóbora e ficou melhor ainda, pois a abóbora deu uma textura mais aveludada absolutamente divina, sem contar a cor lindíssima. Essa última é a minha preferida, mas me esqueci de fotografar. De qualquer forma, tanto a de abóbora qto a do popye ficam muito boas.

A receita da massa é a seguinte (para 3 pessoas):
1 xícara de farinha de trigo
2 ovos
1 xícara de leite
1/2 colher (café) de sal
1 pedaço de abóbora ou um punhadinho de espinafre

Bater tudo no liquidificador, adicionando a abóbora ou o espinafre aos poucos até ficar com uma cor vibrante. Deixar descançar por 1/2 hora enquanto faz o recheio.Essa receita não tem erro!

Para o meu recheio preferido de carne moída:
1 cebola média picadinha
2 dentes de alho picadinhos
azeite só para fritar o tempero
1/2 quilo de patinho moído
cheiro verde à vontade
sal
pimenta-do-reino moída na hora
e o meu segredinho: anis-estrelado.

Fazer a carne moída como de costume, sem adicionar água e até secar o líquido da panela. Retire o anis-estrelado.

O último e essencial segredinho pra panqueca ficar muuuito saborosa é fritá-las em manteiga em vez de óleo ou azeite. Deixe o tablete de manteiga do lado do fogão e pra cada disco a ser feito colocar uma colherzinha de café (ou mais se quiser) na frigideira quente. Despejar um pouco da massa líquida e espalhar pela frigideira até q endureça formando um disco de mais ou menos 15 cm. Fritar dos dois lados, retirar e montá-la com a carne preparada. Dica importante: quanto mais fino o disco da panqueca, mais fácil será de montar e mais gostosa ficará!

Colocar as panquecas montadas em uma travessa comprida e cobrir com um molho de tomate leve, salpicando queijo parmesão ralado.

Na hora de comer, regue sua panqueca com azeite. Não precisa de mais nada - perfeito!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Penne diferente


Consultando o livro da Heloisa Bacellar em busca de receitinhas simples, leves e gostosas para o reveillon, encontrei diversas massas e pensei: um macarrão, seja qual for ou com como for, é sempre bem vindo, traz aconchego, não traz? Pensando nessa sensação de conforto, na economia (o mar não tá pra peixe!) e na facilidade de preparar, escolhi esse que, além de todos esses atributos, me deu água na boca: o penne com abobrinha, manjericão e mussarela de búfala!

Perguntei pra minha filha o que ela achava e lhe pareceu bom. Resolvemos testar a receita antes do ano novo, pra ter certeza. Faríamos pra janta. Fomos de moto, sob o sol escaldante das duas e meia da tarde, até o varejão comprar os ingredientes, dentre os quais o principal é a abobrinha italiana, SEIS abobrinhas italianas! "É abobrinha pra caramba", pensei. Essa abobrinha toda seria ralada, refogada rapidamente com alho e azeite e batida no liquidificador com 1 copo de requeijão, meia xícara de queijo parmesão ralado e folhas de manjericão. Tudo temperadinho com sal e pimenta-do-reino e finalizado com rodelas de mussarela de búfala. Pronto: um molho super diferente, leve, delicado e saboroso para uma noite quente de festa com a família.

Jantamos hoje o penne diferente. Os três, até o marido q não é fã da zucchini, comemos e aprovamos a receita que agora é oficial do reveillon daqui de casa. Hoje faltou o lambrusco, dia 31 não faltará (amém!)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Shitake, girolle, chanterelle, shimeji... o reino dos fungos!


Não da pra ser grande e continuar achando que cogumelo é apenas champingon paris em conserva. Existe um reino inteiro de cogumelos para ser explorado. E eu ainda não explorei. Mas estou começando...

Segunda-feira, véspera de feriado, aquela fome, aquela vontade de comer algo muito gostoso sem gastar muito. O marido com dor de barriga, só no biscoito de polvilho. A filha na casa da vovó... e eu faminta, uma chuvinha, escurecendo. Claro que pensei no risoto, simplesmente porque risoto é versátil, pode ter um sabor apurado ou delicado, vai da vontade de quem o faz, e não dá muito trabalho. Já escrevi sobre risoto aqui, sobre o "risoto de camarão perfeito" (do mês de julho). Desta vez me inspirei no livro Jamie Oliver - o chef sem mistérios - e me aventurei no que ele sempre elogia muito: os cogumelos!

Fiz a receita de risoto de cogumelos com alho, tomilho e salsa. Ficou um absurdo, simplesmente maravilhoso. Essa é a palavra perfeita para qualificá-lo: MARAVILHOSO!
Além do azeite, alho, tomilho, salsa e pimenta do reino usados para dar uma refogada no cogumelo, a receita pede, ainda, o suco de 1 limão. Esse tempero é incrível mesmo. O Oliver diz que pode-se usar ou apenas um tipo de cogumelo ou uma mistura de vários tipos. Por uma questão super chata, a econômica, q geralmente poda minhas inspirações de boa moça, escolhi apenas um, o mais barato dos que estavam na prateleira: o shimeji (foto). A dica do chef para preparar os cogumelos é não lavá-los para q não absorvam água, mas apenas retirar qualquer sujeira ou pó com uma escovinha ou pano de prato antes de prepará-los.

A receita do risoto eu já coloquei no post de julho, certo? Acho q era uma receita pra 4 pessoas gulosas (ou 2 xícaras de chá de arroz arbório). Vou passar a receita (editada à minha maneira) dos cogumelos q serão adicionados na etapa final do preparo do risoto:

300 g de cogumelos (um tipo ou uma combinação deles)
3 colheres (sopa) de azeite
1 punhado de tomilho (tire as folhinhas do talinho passando os dedos apertados pelo cabinho no sentido inverso ao do crescimento)
1 dente de alho picado bem fino
sal e pimenta-do-reino moída na hora
1 punhado de salsa picada
suco de limão

Corte os cogumelos em fatias finas, mas rasgue os girolles e chanterelles ao meio. Em uma frigideira bem quente, aqueça azeite e jogue ali os cogumelos e o tomilho. Cozinhe por 1 minuto, misture bem, acrescente o alho, uma pitada de sal e a pimenta-do-reino moída. (É importante temperar os cogumelos levemente enquanto eles cozinham.) Deixe no fogo por uns 2 minutos, mexa, experimente e veja se já estão cozidos. Acrescente a salsinha e o suco de 1 limão. Misture de novo, prove mais uma vez e se estiver perfeitamente cozidos, pode desligar o fogo e, se quiser, pique um pouco mais os cogumelos cozidos. (O interessante é deixar os cogumelos picados/rasgados em diferentes tamanhos.)

Só isso! os cogumelos devidamente cozidos e temperados ficam prontos em 10 minutos no máximo. Aí vc reserva o cogumelo preparado e começa fazer o risoto. Neste, eu usei pimenta dedo-de-moça fresca picadinha junto com a cebola e cozinhei o risoto com caldo de galinha. Mas pode-se usar caldo de legumes se vc for vegetariano.

Aliás, por falar em vegetariano, esse risoto é uma excelente alternativa aos vegetarianos, pois tem consistência e sabor únicos q dão personalidade ao prato. Adorei!

Outra coisa: tomilho, pra quem não conhece, é uma erva bem aromática, que agrada gregos e troianos. Neste blog já foi ingrediente de várias receitas incríveis. O que poucos sabem é q é extremamente fácil de cultivar em casa. É só comprar no supermercado ou no varejão esses vasinhos q vem com a plantinha e, chegando em casa, replantar em um vaso um pouquinho maior para q vc possa colocar mais terra preparada com húmus de minhoca. Ele cresce fácil, aguenta bem as mudanças de temperatura e é uma plantinha lindinha. Fica bom também no tempero daquele filezinho de frango básico do dia-a-dia. E no peixe fica supimpa!

Comi meu risoto de cogumelos sozinha. Só eu pude sentir o frescor dessa combinação de temperos com pedacinhos mastigáveis de shimeji. Enquanto comia, imaginava ser indispensável experimentar com uma combinação de cogumelos diferentes. Fica pra próxima.

Com a barriguinha cheia fomos, eu e meu marido moribundo, pra debaixo das cobertas assistir a um filminho que tb foi muito bom.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Sobre frango, lombrigas e iluminação.

Há meses atrás, meu marido me trouxe a página "Comida" da Folha de São Paulo. De tantas receitas, uma me despertou todas as lombrigas: sobrecoxas de frango cozidas demoradamente com limão, cachaça e leite de coco. Depois, pra finalizar, ervas frescas diversas salpicadas (cebolinha, manjericão, coentro) e belas castanhas de caju. Fiquei com água na boca, recortei a receita do jornal e a perdi. Para sempre...

Procurei pela casa, procurei na internet, procurei no site da Folha. Nada.

Lembrava que o nome da receita era "Frango Crepúsculo dos Deuses", e era por esse nome que procurava. Nada.

Até que hoje, como uma última tentativa ("última" talvez, pq acho q jamais conseguiria tirar esse frango da cabeça e buscaria por ele atééé...), uma iluminação me fez escrever no google, ao invés do nome correto da receita, apenas "frango com cachaça".

Achei!

Uma outra pessoa, assim como eu, vidrou na receita e tomou cuidado para não perdê-la. Fez o frango e ainda publicou em seu blog, com dicas, fotos e tudo. Perfeito!

O blog que salvou minhas lombrigas é esse aqui:
http://kafkanapraia.blogspot.com/2011/07/frango-com-cachaca.html

Estava decidida a fazer o frango para o almoço, não esperar mais nem um diazinho. Ainda era cedo, ainda estava frio para sair de moto até o mercado. Fui organizar algumas coisas e, assim que esquentou o tempo, peguei minha Biz e fui toda alegre buscar os ingredientes. O cara do açougue me deu 5 sobrecoxas (1 kg) perfeitamente limpas, sem pele, bonitas mesmo. Comprei até uma cachaça mineira, a Boazinha. Cheguei e fui preparar o almoço, pois logo chegariam meu marido e minha filha para comer.

O frango é muito fácil de preparar, ainda mais tomando uma e outra dosezinha de cachaça de Salinas.

Para acompanhar, fiz um arroz branquinho, delicioso, e brócolis refogado.

Agora vou contar o que interessa:
Frango é uma coisa complicada, ou é o peito - seco e sem graça - ou são as coxas e sobrecoxas - meio gosmentas, um pouco nojentas. Muita gente não é fã de frango, especialmente cozido. Meu marido torce o nariz até!

Mas esse frango... Hummmmm! é perfeito. P E R F E I T O !!! Quer dizer, se quiser fazer frango cozido, tem q ser esse. Sabe pq?

Primeiramente ele é lavado com o suco de 1 limão. Em seguida temperado com sal e pimenta e levado para dourar na panela com 1 cebola, 1 alho-poró, 4 dentes de alho e cebolinha. Depois de dourado, vc adiciona suco de 2 limões na panela e 1 dose de cachaça. Assim q ferve, vc coloca 2 vidros de leite de coco (a receita pede 1 vidro, mas eu achei pouco pois não cobriu o frango), tampa e deixa ferver por muito tempo, uns 40 minutos ou mais, até q a carne esteja soltando do osso. Não deixe o fogo muito alto para não secar o leite de coco (eu precisei até colocar um pouquinho de água durante o cozimento). A ideia é q ao término do cozimento ainda fique bastante molho para jogar sobre o frango, molhar o arroz... Quando desligar a panela, é hora de salpicar as ervas fresquinhas e, momentos antes de servir, salpicar as castanhas crocantes por cima.

Resultado: uma explosão de sabores e texturas - adocicado, azedinho, ardidinho, cremoso, crocante...

Lindo lindo!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Torta di Parma (com toque caipira, bem do jeito q a gente gosta!)



Um dos meus primeiros posts, entitulado "A torta de abóbora saiu!", foi sobre a deliciosa Torta di Parma do famigerado Cozinhando para Amigos. Ali, mencionei que, no café da manhã do dia seguinte, enquanto comia a torta q sobrara da noite anterior, tive a ideia de, na próxima vez, usar carne seca junto com a abóbora no recheio da torta.

Pois, então! Ontem, a torta que já era incrível, ficou melhor ainda com a carne seca desfiada! Dá pra ver, aí na foto acima, a massa fina, feita somente com farinha, azeite, sal e água morna, o recheio de abóbora assada no forno com alho-poró, pimenta do reino, tomilho fresco e uma colher de mel, amassada com garfo, à qual adicionei 400 gramas de carne seca desfiada. Ficou maravilhosa! Chamei minha irmã, meu cunhado e meu sobrinho para comerem tb, pq eles são gulosos e ótimas cobaias...rs. O resultado foi q comemos quase tudo, uma assadeira inteira.

Por unanimidade, votamos a favor da ideia do meu marido: a de adicionar, da próxima vez, além da carne seca, catupiry ao recheio. Pronto: já tenho motivo pra falar desta torta outra vez aqui no blog.

Agradeço à minha irmã, por ter me ajudado na cozinha, e ao meu marido por ter saído às pressas comprar o alho-poró q faltava.

Ao meu cunhado esfomeado, agradeço a paciência em esperar a torta sair do forno (ela é meio demoradinha mesmo, e eu sempre me enrolo um pouco no tempo).

Para acompanhar, bebemos cerveja e guaraná. Mas uma cachacinha teria sido perfeita... Não lembrei dela ontem, mas sobrou um pedaço da torta pra hoje... e já está me dando uma fominha...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pão de abobrinha: rápido, bonito, gostoso!


Uma coisa fantástica é pão feito em casa. Minhas memórias de infância tem o cheiro de pão caseiro, saído do forno, sendo cortado com uma faca de serra bem grandona que partia aquela casca grossa, marrom, crocante, até alcançar o miolo quente, q soltava sua fumaça cheirosa e clamava por uma camada de margarina para nos enfeitiçar ainda mais! Minha mãe cortava o pão e nós ficávamos em volta, assistindo, esperando, inebriados. Depois de servidas nossas grossas fatias, um último aviso da mãe cuidadosa: "cuidado q tá quente!". E era assim mesmo q a gente queria: quente pra ver derreter a margarina.

Com tantas lembranças, seria natural que eu fosse uma dona de casa que faz pão pelo menos 1 vez por semana... Mas, que nada!

Até q fiz na semana passada o pão de abobrinha do livro Cozinhando para Amigos da Heloísa Bacellar. Com tantos pães em seu livro, escolhi esse por ser rápido, não ter q esperar crescer, ir fermento em pó mesmo, como um bolo! No fim, achei mesmo q parecia mais um bolo salgado de abobrinha do que um pão (especialmente por assar em forma de bolo inglês, aquela compridinha com formato de pão de forma, sabe?). Mas meu marido achou q parecia mais pão do que bolo salgado.

Enfim, ficou lindo e uma delícia! Ele fica amarelinho dentro, com pedacinhos verdinhos da abobrinha italiana, e a casca fica dourada, bem lindo! O sabor é tão confortável, salgadinho, com um toque de pimenta. Não é à toa q no livro ele está como entrada para uma lasanha de verão: combina muito como entrada. Sabe quando vc recebe visitas para almoçar ou jantar, e o prato principal ainda está sendo finalizado? Esse pão seria perfeito para as pessoas irem beliscando, junto com umas linguiças assadas no forno e fatiadas, ou com uma porção de azeitonas servidas num molhinho com ervas...

Mas nós comemos como pão mesmo, no meio da tarde, com café. Esse pão vai bem de qualquer jeito! Achei um puta pão coringa, diferente, charmoso, leve. Pq vc não faz?

RECEITA: Pão rápido de Abobrinha
(tempo de preparo: 50 minutos)

1 1/2 xícara de abobrinha italiana bem verde ralada grosso
1 1/2 xícara de farinha de trigo
2 colheres (chá) de fermento em pó
1/2 colher (chá) de sal
1 pitada de pimenta do reino
1/4 de colher (chá) de bicarbonato de sódio
1/2 xícara de óleo
3/4 de xícara de queijo parmesão ralado
2 ovos
manteiga para untar
farinha de trigo para polvilhar

-Aqueça o forno a 180 graus (médio), unte com manteiga e polvilhe com farinha uma fôrma média de bolo inglês.
-Numa tigela média, misture a abobrinha, a farinha, o fermento, o sal, a pimenta e o bicarbonato de sódio e reserve.
-Na tigela da batedeira, bata o óleo, o parmesão e os ovos com a batedeira até obter um creme esbranquiçado (eu bati, bati, bati, mas não ficou esbranquiçado, aí foi amarelado mesmo).
-Junte a mistura de abobrinha, despeje na fôrma e asse por uns 40 minutos, até que o pão esteja crescido, dourado e que, enfiando um palito no centro, ele saia limpo.
-Deixe amornar, desenforme e sirva em fatias.

BON APPETIT!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Meu risoto de camarão perfeito!

Certa vez, perambulando pela Livraria Saraiva, bati os olhos num livro lindo e irresistível que falava unicamente sobre o arroz. Como era irresistível, não pude deixar de pegá-lo e folheá-lo. Ali dizia que o arroz, para os chineses, é um alimento sagrado pois alimenta não somente o corpo mas também a alma. Não deve haver um dia sequer que um chinês não se alimente dele. Seu consumo é tão importante que o arroz recebe um nome diferente para cada refeição, começando pelo café da manhã. Se aqui nós perguntamos "já tomou seu café?", referindo-se ao café da manhã, lá eles perguntam "já comeu seu arroz?".

Pra mim, que sempre gostei de arroz, o risoto é a sua coroação. Prova disso tive ao fazer meu risoto de camarão na semana passada. Não segui receita não, segui minha intuição, deixei fluir a Força de Jedi. O resultado foi incrível! Vou reproduzir aqui meu passo-a-passo e espero que quem estiver lendo este post, inspire-se e experimente.

O camarão
Comecei comprando 1 pacote (500 gramas) de camarão descascado congelado que paguei uns 24 reais. Não era daquele camarão miudinho não, era uns maiorzinhos, rosados. Para descongelar, fiz como vi na tv: fervi bastante água e mergulhei o camarão congelado por 1 ou 2 minutos, escorrendo imediatamente. Peguei uma frigideira grande e coloquei na boca grande do fogão com a chama alta pra não juntar água (juntou mesmo assim). Aqueci um fio de azeite e coloquei uns 2 dentes grandes de alho picado. Depois de perfumar, coloquei folhinhas de tomilho (não acho q seja essencial, mas como tinha na minha hortinha, coloquei), joguei todo o camarão, mexi, coloquei sal (pra essas coisas eu uso o sal gourmet, um sal granulado q tem em alguns supermercados) e pimenta-do-reino moída na hora. Refoguei por uns 3 minutos só. Dizem que se refogar demais o camarão some e fica duro. Esperei 3 minutinhos e experimentei. Achei q tava ótimo. Desliguei, mesmo sem esperar secar o caldinho q formou na frigideira (na verdade, acho q esse caldinho q juntou deu um sabor todo especial no final, qdo adicionado ao arroz pronto), reservei.

O caldo de peixe
Prepare o caldo de peixe no qual será cozido o arroz. Comprei caldo de peixe em tabletes e dissolvi 3 tabletes em 2 litros de água fervente, ou um pouco mais. Mantenha o caldo quente o tempo todo, posicionado ao lado da panela onde será feito o arroz. A chama baixa do meu fogão é tão baixa que mantém o caldo quente sem borbulhar. Por isso deixo ligada o tempo todo sob a panela do caldo.

O arroz
Dizem que a primeira coisa importante pro risoto ficar bom é uma panela alta com fundo grosso. Eu tenho uma de inox da Tramontina, muito boa. Ali, fiz o temperinho básico pro arroz: azeite, cebola bem picadinha e 1 dente de alho. Calculei, mais ou menos, que para a quantidade de camarão que tinha, deveria usar 2 xícaras de arroz arbório. Coloquei o arroz na panela, mexi bastante em fogo médio-alto para pegar o sabor do tempero e, sem muita demora, coloquei meia taça de vinho branco seco. Na nossa cara sobe aquele cheiro azedo engraçado. Deixe o fogo médio-baixo e, daqui pra frente, os segredos são:

1- não parar de mexer nunca!
2- não deixar o arroz secar nunca!
3- não deixar nadando no caldo nunca!

Pra isso, é só nao sair do lado da panela e ir colocando o caldo aos poucos.

Quando imaginar que boa parte do álcool do vinho evaporou ou qdo o arroz tiver sugado o vinho, tá na hora de começar a colocar a primeira concha do caldo de peixe. Coloca uma concha, mexe enquanto o arroz suga o caldo, coloque mais uma, mexe, suga, e assim infinitamente, até que o arroz esteja macio mas al dente, o q deve levar uns 20 minutos. Nunca deixe o arroz secar completamente a ponto de querer grudar no fundo da panela, senão, como diz o Jamie Oliver, o arroz vai ficar duro por dentro. Segundo ele, a consistência do risoto, do começo do preparo ao fim, é uma consistência cremosa que escorre. Isso garante que no final os grãos estejam inteiramente macios.

Quando percebi que o arroz estava quase no ponto, coloquei mais ou menos 1 xícara de salsinha bem picadinha. Ficou lindo com a salsinha e deu um gostinho muito especial no arroz que, no fim, combinou bem com o camarão.

O risoto
Quando o arroz estiver pronto, adicione o refogadinho de camarão e misture bem. Espere 1 minuto para que o camarão aqueça novamente e já pode desligar o fogo. Adicione bastante manteiga e mexa. Agora adicione bastante queijo parmesão fresco ralado e mexa bem.

Está pronto! Eu diria que essa quantidade dá pra 4 pessoas. Acertei em cheio na proporção arroz/camarão. Ficou incrivelmente perfeito meu risoto, com os camarões grandes e firmes, o arroz cremoso... Comemos até não poder mais. Para beber, a Giovana tomou suco de uva integral e eu com o Will bebemos um delicioso Merlot. Terminamos a noite com a pança cheia e a alma muito bem alimentada!

domingo, 17 de julho de 2011

Com fome e vontade de comer?

Sabe quando vc fica horas no computador ou fazendo serviços de casa ou no telefone com sua irmã ou sua mãe ou atrasa-se terminando de ver um filme ou lendo um livro? Qdo se dá conta está morrendo de fome, com vontade de comer alguma coisa de sabor gostoso mas nao quer sair de casa pra comprar nada e nao tem mtos ingredientes em casa? Esse é o momento perfeito pra fazer as deliciosas BATATAS COM BACON NA PRESSÃO!

Quer comer algo saboroso e gordurento em 25 minutos? Basta ter aquelas batatas na geladeira, bacon e bastante óleo! Descasca e pica em quatro as batatas, joga na pressão. Pica umas 200 gr de bacon e joga em cima das batatas. Cubra tudo com óleo, fecha a pressão e deixe 15 minutos no fogo. Deixe sair a pressão, abra a panela, escorra as batatas num escorredor qualquer e vc terá deliciosos pedaços de batatas fritas com pedacinhos bem fritinhos de bacon! Se quiser, qdo abrir a panela, pode deixar mais uns 5 minutinhos no fogo sem tampa para dar aquela dourada.. eu sempre faço isso e fica lindo, com aquela casquinha na batata.

Agora, se quiser algo perfeito e igualmente simples e rápido para acompanhar, faça esta FAROFA FANTÁSTICA DE BANANA COM OVO: leve ao fogo uma panela grande com um pouco de azeite e 1 ou 2 caldos de galinha, deixe dissolver. Acrescente 2 bananas (qualquer uma q vc tiver em casa) picadinhas. Mexa um pouco e em seguida acrescente 2 ovos. Mexa mais um pouco. Agora é só colocar farinha de mandioca (eu uso sempre aquela farinha biju, torrada e sem tempero da Deusa) e mexer vigorosamente. Experimente, veja se ta bom de sal e, se quiser, coloque um pouco de pimenta-do-reino ou cheiro-verde... fica por sua conta!

Essas receitas eu peguei no site "Clube do Gordinho" (o link encontra-se neste blog no lado direito da página) e nunca mais deixei de fazer. Deve engordar um absurdo, mas é tão bom de comer com a família gulosa!

Fica tããão gostoso! A gente come com taaanto gosto!

Experimente!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

De tarde, brownie... com café!

Acabei de comer o meu brownie de chocolate, morninho, levemente úmido por dentro, com pedacinhos crocantes de castanha-do-pará, e uma xícara daquelas bem grandes de café da minha cafeteira italiana Bialetti. O cheiro do chocolate, o cheiro do café moído na hora que fica pairando no ar mesmo quando a cafeteira já está chiando, espalhando o vapor do café preparado, aroma que se funde aos demais e anuncia a todos na casa: o lanchinho da tarde está pronto!

Não vou nem dizer mais muita coisa, apenas compartilhar direitinho a receita que aprendi no livro de receitas Cozinhando para Amigos, da Heloisa Bacellar. É um capricho!

Brownie de chocolate
2/3 de xícara de farinha de trigo
1/2 colher (chá) de sal
1/2 colher (chá) de fermento em pó
140 g de manteiga (sempre uso sem sal)
200 g de chocolate meio-amargo em pedacinhos
1 colher (chá) de essência de baunilha
3/4 de xícara de açúcar
3 ovos grandes
1 xícara de castanha-do-pará em pedaços grandes
manteiga para untar
farinha de trigo para polvilhar

Aqueça o forno a 160 graus (médio-baixo) e unte com manteiga e polvilhe com farinha uma assadeira pequena de uns 18 x 22 cm (eu fiz em uma daquelas marinex de vidro).
Numa tigela média, misture a farinha, o sal e o fermento.
Derreta a manteiga e o chocolate no microondas ou em fogo baixo, junte a baunilha e o açúcar e despeje na tigela de farinha.
Misture até conseguir uma massa lisa, junte os ovos um a um, depois a castanha e espalhe na assadeira.
Asse por uns 25 minutos até que o brownie esteja firme mas ainda ligeiramente úmido, de maneira que, espetando um palito, ele deverá sair com farelinhos. (não sei se por causa do frio mas o meu demorou mais q 25 minutos, mas fui checando pra não passar do ponto e ficar seco).
Deixe amornar, corte em quadrados e passe para um prato. (depois de frio, é só dar umas voltinhas no microondas q ele fica parecendo q saiu do forno de novo).

Agora, vamos falar do café:

Quando comprei a cafeteira italiana usava um pó de qualidade, o Café do Ponto, próprio para esse tipo de cafeteira. Apesar de ser um ótimo pó de café, ía perdendo o aroma e o sabor frescos com o passar do tempo, mesmo guardando bem guardado na geladeira (500 g de café demorava mto pra ser consumido por mim e meu marido). Foi qdo comecei a pesquisar na internet preço de moedor de café. Não tinha ideia de qual comprar e arrisquei o mais barato, de R$ 69,90. Ele funciona perfeitamente bem! Aí veio a dúvida: qual grão comprar?? Eu e meu marido tentamos várias marcas, de diversos tipos, e nenhum se igualava aos grãos vendidos na Franz Café. Enfim, tem sido um ótimo investimento, a cafeteira, o moedor e o grão da Franz. Somos apaixonados por café e estamos nos programando para fazer um curso rápido de barista.

Temos também uma cafeteira elétrica de café expresso, a Chef Crema da Eletrolux q ganhamos de presente da minha irmã e meu cunhado. Foi uma surpresa maravilhosa e não tem um dia sequer que ela não seja usada. Muito eficiente, nosso café expresso cremoso é melhor do que o de todas as padarias, graças tb, é claro, à qualidade do café que compramos. Bebemos nossos cafés puro, sem adoçar, porque somos metidos.

Para meu marido, nada combina mais com café do que chocolate. Pra mim, queijo minas. Mas hj tive que dar o braço a torcer: café com brownie é par pefeito!

sábado, 25 de junho de 2011

Caldo de Feijão Amigo


O que mais gosto de comer é feijão! Não feijão puro, mas com arroz, com farinha... Taí algo q realmente me tira do regime: um bom prato de feijão com arroz! Temperado com lingüiça, com bacon, só com louro e alho, com gordura de porco... ah!!!

Carioquinha e preto são os mais comuns. Gosto de deixar de molho antes de cozinhar para ficar com caldo mais grosso. Antes eu cozinhava o feijão com a água do molho, mas uma amiga me disse que o ideal é trocar a água, jogar fora a água do molho, pois ela contém uma toxina própria do feijão que dificulta sua digestão e dá gases. Ao jogar a água do molho fora, a gente se livra de boa parte dessa toxina maléfica sem perder as vitaminas e proteínas. Outra amiga deu uma dica para combater os gases do feijão: cozinhá-lo com pedacinhos de gengibre. Já fiz, adoro gengibre, mas meu marido ficou bravo por ter a infeliz surpresa de morder pedacinhos de gengibre no feijão.

Mas esse post é para falar do caldinho de feijão que fiz esses dias e que ficou uma delícia: o Caldo de Feijão Amigo do livro de receitas Cozinha Regional Brasileira - Minas Gerais, da Abril Coleções. Esse livro é lindo, com fotos, textos e receitas da melhor cozinha do mundo, a cozinha mineira! E custou apenas 14,90 na banca de revistas! Pela primeira vez comprei e preparei o feijão-vermelho que, conforme explica o livro, é o feijão mais popular ou comum de Minas. O caldinho fica com uma cor maravilhosa q eu nunca tinha visto. O tempero é simples: óleo e muito alho. Coloquei, por minha conta, louro e pimenta. Todo ano, nesta época, os bares daqui de Campinas enriquecem seus cardápios com os caldinhos de inverno, e, entre eles, o de feijão. Eu adoro, porém sempre me decepciono com a quantidade enorme de sal que eles colocam. Detesto mais que tudo comida salgada. O meu caldinho ficou com a quantidade perfeita de sal. Para isso fui colocando sal muito aos pouquinhos, pra não correr o risco de errar também. Acho que acertei ao oferecer essa entrada quentinha para meus convidados que vieram, numa sexta-feira fria, para jantar pizza da pizzaria em comemoração ao aniversário de 12 anos da minha filha. Para acompanhar o caldinho coloquei torradinhas de alho (compradas prontas) em uma cestinha e cebolinha e salsinha picadinhas para salpicar sobre a caneca de caldinho. Como estava frio, o caldinho esfriava rápido e engrossava. Aí, era só voltar a panela ao fogo, colocar mais água e deixar dar aquela fervida. Quem já tinha comido, comia de novo!

Vou passar a receita para que vcs façam em casa. É tão simples, rápido, fácil e gostoso...

Receita do Caldo de Feijão Amigo

4 xícaras (chá) de feijão-vermelho cozido com caldo
1/4 de xícara (chá) de alho em pasta
2 colheres (sopa) de óleo
sal a gosto
1/2 xícara (chá) de bacon ou toucinho defumado frito e cortado em cubinhos
salsinha e cebolinha a gosto.
Bata o feijão no liquidificador. Reserve. Em uma panela, esquente o óleo e refogue o alho. Adicione o feijão batido e tempere com sal. Sirva em canecas, acrescentando o bacon e polvilhando com salsinha e cebolinha.

Como eu disse, adicionei louro no cozimento do feijão e pimenta vermelha ao temperar. Não fiz o bacon ou toucinho frito pq tinha mais vegetarianos do q carnívoros para comer. Ah! e uma dica muito importante q aprendi no capítulo Técnicas regionais do mesmo livro: "para refogar o alho por igual, mexa sem parar com uma colher de pau". Apliquei a técnica e funcionou direitinho. Deixei o alho dourar bem, sempre mexendo com a colher de pau.

Eu fiz questão de beber uma dose de cachaça com o meu caldinho. Não era de Minas, q essa já tinha acabado, mas uma de Paraty, branquinha, muito boa!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Desmistificando

No penúltimo sábado fiz um jantar completo do livro da Heloisa para alguns familiares. Éramos 6 adultos e 3 crianças lindas. Escolhi uma receita trabalhosa, do capítulo "Sem pressa". Comecei no dia anterior: fui ao supermercado comprar a carne,o vinho e alguns temperos para deixar marinando, comprei os ingredientes da sobremesa pra fazer de noite. O cardápio era o seguinte:

Brasato ao barolo: uma maminha q fica marinando no vinho tinto e temperos por 12 horas e q deve ser assado por umas 3 horas além de mais 3 horas de repouso. A carne fica super macia e o molho é uma delícia. Apesar disso, na minha opinião, não valem a pena o trabalho e a demora. Sei lá, existem tantas carnes deliciosas e fáceis de preparar. E, maminha... não tem melhor do que na churrasqueira! Pra mim, a melhor coisa desse prato foi saber que não farei de novo, foi desmitificar essa coisa de receita requintada que deve ter o sabor dos deuses. Não tem sabor dos deuses coisa nenhuma. Todos nós gostamos da carne, até as crianças, pois ficou tão macia q era muito fácil pra elas comerem. Mas um bom bolo de carne moída à italiana, por exemplo, feito de maneira simples e rápida, agradaria a todos do mesmo jeito. Sem contar que o cheiro daquele molho da marinada, sendo trabalhado desde a véspera, foi me enjoando.

Radicchio e endívias caramelizados com aspargos: outra desmitificação: aspargos são gostosos mas nada comparado a uma boa abóbora ou a qualquer outro vegetal daqui da terrinha. Eu nunca tinha comido aspargos e vendo os programas de chefes internacionais que idolatram os tais aspargos, ficava imaginando que deviam ser o máximo de uma refeição. Que nada! Se vcs têm a mesma curiosidade que eu, se morrem de vontade de fazer aspargos e só não tiveram ainda a oportunidade mas aguardam ansiosamente o dia em que experimentarão, esqueçam os aspargos pra sempre! e qdo virem algum chefe importante fazendo aspargos na TV, tenham piedade dele. Sem contar que, como já me haviam alertado, eles deixam um cheiro horroroso na urina. Radicchio, por sua vez, tem gosto de escarola e endívia tem gosto de repolho (ou é o contrário??), só que mil vezes mais caro. Meu conselho: fiquemos com o bom e velho repolho, com a chicória, os legumes e verduras brasileiras que são uma delícia, baratinhos e dá pra comprar todo dia e em qualquer feira de bairro!

Polenta cremosa com creme de gorgonzola, nozes e alecrim: ah! essa sim valeu a pena! Talvez por causa da relação custo-trabalho-benefício. Ficou maravilhosa! Vou até passar a receita. Aproveitem o inverno e façam! Pra acompanhar, aconselho uma linguiça artesanal assada no forno ou somente um bife suculento.
Observação: na receita, a polenta é feita à moda antiga, ou seja, com o fubá comum, tendo, portanto, que cozinhar por 30 minutos. Porém, vou passar aqui a receita conforme eu to super acostumada, com o indispensável fubá pré-cozido da Yoki. Com esse, é só esperar engrossar, cozinhar mais uns 5 minutos apenas e pronto! Vamos lá:

para a polenta:
6 xícaras de água fria
2 xícaras de fubá pré-cozido Yoki
2 colheres (chá) de sal (eu sempre troco o sal por 2 caldos de galinha)
1 ramo pequeno de alecrim
40 g de mangeiga
Coloque todos os ingredientes na panela, acenda o fogo alto e mexa sem parar até engrossar. Quando engrossar e começar espirrar, baixe o fogo e deixe uns 5 minutos com a panela tampada. Retire o alecrim.

para o creme:
40 g de manteiga
2 ramos de alecrim
1 xícara de nozes grosseiramente picadas
200 g de queijo gorgonzola em pedacinhos
2 1/2 xícaras de creme de leite (de preferência fresco)
Aqueça a manteiga, o alecrim e as nozes numa frigideira, espere perfumar, junte o gorgonzola, deixe derreter, acrescente o creme de leite, retire do fogo qdo ferver, despeje sobre a polenta e sirva.

Bem, de sobremesa comemos o pudim caramelizado de maçã do post anterior. Ficou uma beleza, delicioso! Todos comeram, todos gostaram - menos as crianças. Por isso, da próxima vez, seguirei o conselho da Heloisa: fazer uma sobremesa a mais, de chocolate, para as crianças e chocólatras como meu marido. (As crianças, desapontadas com o pudim de maçã, comeram iogurte de adulto que eu tinha na geladeira, pobrezinhas.)

A noite foi muito agradável, com muito vinho, conversa e risadas. Fazia muito frio mas a comida e a bebida nos aqueceu bem. Comemos toda a comida, não sobrou nadinha. Esqueci-me de oferecer um café antes que eles fosse embora dirigindo, uma pena!

Demorei para escrever sobre essa experiência porque ela teve esse lado desapontador da desmistificação. Somente ontem, lendo as páginas "Comida" da Folha de S.Paulo que meu marido trouxe pra mim, inspirei-me a escrever. Ali, o texto "O Jabá, o filé e o sertanejo", escrito pelo chef Rodrigo Oliveira, me deixou feliz por legitimar essa impressão desapontadora que eu mesma não compreendia e da qual eu me envergonhava até mesmo de escrever. Vejam só que maravilha de texto:

O SERTÃO não é lugar de fartura ou abundância. Pelo menos não na maior parte do tempo. Esse talvez seja o motivo de o sertanejo dar tanto valor às coisas, especialmente às de comer. É tocante ver um deles falar de um cozido de feijão-verde com coentro fresco e manteiga de garrafa. Ou de um queijo coalho bem-feito, daqueles de ranger os dentes.
Falam com igual carinho e paixão dos cajus maduros ou dos umbus verdes, para se comer com uma pitada de sal e uma talagada de cana.
O que é certo é que se o alho fosse tão raro quanto as trufas, custaria tanto quanto elas. Para nós, o valor de um ingrediente está ligado à qualidade, não ao custo.
Por um grande período, as vísceras eram parte dos cortes nobres de um animal. Para nós, sertanejos, o sarapatel e a buchada, feitos com esmero, ainda são grandes iguarias.
Como é possível dizer o que vale mais: um punhado de maxixe ou um maço de aspargos, favas pernambucanas ou lentilhas francesas, barriga de porco ou carré de cordeiro?
Aproveitando a comparação dos últimos, enquanto o corte do suíno custa cerca de R$ 6, para o "French rack" cobra-se dez vezes mais.
Assim, parece mais lógico se debruçar sobre o carré; limpá-lo, apará-lo, prepará-lo com cuidado de cirurgião, enquanto simplesmente torramos a barriga de porco num tacho para fazer torresmos.
Mas se dedicarmos atenção e técnica a esse corte, podemos ter, por exemplo, uma pancetta confitada, como a de Jefferson Rueda, ou um torresmo como o do Mocotó.
No nosso caso, o processo todo leva - da marinada à última fritura, antes de ir à mesa - 18 horas.
O resultado é um torresmo de carne macia e suculenta, pele crocante, seguinha e pururucada.
Para isso, investimos um monte de trabalho nesses pedacinhos de carne, gordura e pele. Cada um deles é, ao final, uma pequena e dourada peça de artesanato.
Por isso, seja cozinhando jabá ou filé, em casa para os amigos ou no restaurante para centenas de pessoas, devemos ter o mesmo grau de cuidado e respeito. Afinal, o que seria do caviar sem o ovo?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Caramelos estalactites?

Tenho, neste momento, um Pudim Caramelizado de Maçã no forno, assando em banho-maria. Nunca tinha feito pudim e muito menos de maçã. E, por falar em caramelizado, levei um baile do caramelo... que coisa mais obscura fazer caramelo, tirar do fogo na hora certa, fazê-lo grudar ,pelando, em todas as laterais internas da forma antes que ele esfrie e endureça... A receita dizia para fazer 1 caramelo para forrar toda a forma, só que antes que eu pudesse espalhar, ele foi endurecendo e se transformando em estalactites. Tive que fazer outro caramelo para tentar, dessa vez, espalhar na superfície da forma. Os estalactites continuaram grudados como se fizessem parte da forma, tipo uma forma com textura. Absurdo, eu sei! Mas, se no final der certo, acho q vai ficar maravilhoso. O cheiro na cozinha das maçãs no fogo, caramelizando com baunilha, canela, limão e açúcar... hummmm! Depois a manteiga derretendo entre as adocicadas, amarelinhas e finas fatias de maçã. Por fim, os ovos, e um derradeiro mergulho na forma caramelizada.

A receita é, mais uma vez, do meu livro novo, Cozinhando para Amigos. 45 minutos de banho-maria no forno a 180 graus. Só que tem acontecido uma coisa bem chata: a cozinha da casa nova veio com um cooktop, mas o forno nós que temos que comprar. Só que é bem caro e não vai dar pra comprar agora. Meu fogão antigo, que é um Brastemp, foi parar no quintal junto à churrasqueira. O problema é que, devido ao frio que tem feito e como ele fica ao ar livre, acho que não está retendo bem o calor. Com isso, não só tenho que aumentar a temperatura recomendada em pelo menos 40 graus como tenho que dobrar o tempo de forno. Sem contar que não aproveitamos aquele cheirinho maravilhoso de comida no forno se espalhando pela casa. Isso tem me desanimado e começo a desconfiar que vou acabar desistindo dessa minha jornada pelo menos até comprar um forno pra cozinha.

Bem, vou parar por aqui e ir vigiar o pudim tentando virar pudim. Depois conto tudo!

(a receita do pudim está no comentário abaixo)